Falando sobre Felv+

Sou apaixonada por gatos e não precisa muita coisa para perceber isso! Um dia meu marido decidiu adotar um gato siamês lindo e ele era de rua, mas isso não nos importava naquela época. Nós recebemos aquele siamês lindo, cujo o nome passou a ser James (pergunte ao meu marido porque). James sempre foi um gato muito sério e caçador, mas nem um pouco brincalhão. Com o tempo James foi crescendo e nosso amor por ele aumentado. Ele sempre foi mais do meu marido do que meu, mas isso nunca me importou muito porque eu já o amava como uma mãe.

James e Alfred
James e Alfred eram típicos irmão mais velho e irmão mais novo.

Passamos por poucas e boas com James, o que não vem muito ao caso agora, por serem histórias bem inusitadas.

Mas um dia infelizmente fomos surpreendidos por algo que nos chocou. James começou a ficar doente de uma hora para outra, em uma semana ele piorou drasticamente. Com o auxílio de uma amiga Vet linda que eu tenho (Dani) eu fui tentando de todas as maneiras fazer ele melhorar, mas foi tudo em vão. Até que decididos levar ele ao veterinário, mas descobrimos que ele já estava muito debilitado e que ele caso dele já era bem crítico. Ele teve que ficar internado e durante a internação recebemos a triste notícia que ele, o nosso bebê já havia partido. Quando formos (eu e meu marido) até a clínica onde ele estava descobrimos que ele era FELV+, e essa doença é nada mais nada menos do que a pior doença no universo felino, pois ela é indetectável a olho nu. Eu fiquei sem palavras no momento em que passei a saber um pouco mais sobre essa terrível doença. Mas fiquei feliz pelo James também, porque ficamos sabendo que se ele sobrevivesse fazendo o tratamento contra essa doença ele teria uma vida muito debilitada e faria transfusões pro resto de sua curta vida.

Eu chorei…chorei por uma semana. Me lamentei e me afoguei em lágrimas, mesmo sabendo que o melhor pra ele já havia feito. Fizemos um enterro aqui em casa pra ele, e foi muito difícil para todos nós. Vi meu marido segurando as lágrimas, ele as apertava para que elas não escorregassem pelo rosto dele. E as crianças…elas não aceitavam de modo algum a partida daquele que era quem colocava o Alfred (nosso cachorro bagunceiro) nos eixos.

Vivi um luto que não imaginava viver por alguém (pois ele era um filho) em toda a minha vida.

Sabe quando você adota um felino ou qualquer outro bichinho de estimação e ele deixa de ser um simples instrumento de diversão, carinho e amor para ser seu filho? Não sabe?! Então você nunca teve um filho peludo.